Dormir bem vai muito além de descansar. A qualidade do sono influencia diretamente o humor, a memória, a concentração, o sistema imunológico e até o funcionamento cardiovascular.

No entanto, milhões de pessoas convivem diariamente com dificuldade para dormir, despertares frequentes e sensação de cansaço ao acordar.

Buscando alternativas não medicamentosas para esse problema, pesquisadores avaliaram os efeitos da Fotobiomodulação Sistêmica (ILIB) sobre a qualidade do sono em um estudo clínico randomizado, placebo-controlado e duplo-cego. Os resultados demonstraram melhora significativa na qualidade do sono dos participantes tratados com a tecnologia.


Por que a qualidade do sono é tão importante?

O sono é responsável por diversos processos fundamentais para o organismo.

Durante esse período, o corpo realiza funções de recuperação física, consolidação da memória, equilíbrio hormonal e regulação metabólica.

Quando o sono é insuficiente ou de baixa qualidade, podem surgir sintomas como:


Como o estudo foi realizado?

Os pesquisadores incluíram adultos que apresentavam má qualidade do sono há pelo menos seis meses.

Ao todo, 72 participantes foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos:

Todos realizaram seis sessões, duas vezes por semana.

O protocolo utilizou:


O que os pesquisadores avaliaram?

A principal ferramenta utilizada foi o Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI), um dos questionários mais utilizados mundialmente para medir a qualidade do sono.

Também foi utilizada a Escala de Sonolência de Epworth (ESS), que avalia a sonolência durante o dia.


Quais foram os resultados?

Os participantes que receberam Fotobiomodulação Sistêmica apresentaram melhora significativa na qualidade do sono.

O escore médio do PSQI caiu de:

10,24 → 6,47

Após apenas seis sessões de tratamento.

Essa redução indica melhora importante em diversos aspectos do sono, como:

Já a Escala de Sonolência de Epworth apresentou discreta melhora, porém sem diferença estatisticamente significativa.


Como a Fotobiomodulação pode contribuir para o sono?

Segundo os autores, a Fotobiomodulação Sistêmica promove efeitos fisiológicos que podem influenciar positivamente os mecanismos relacionados ao sono.

Entre eles estão:

Embora os mecanismos ainda estejam sendo investigados, esses efeitos ajudam a explicar os resultados observados no estudo.


Um tratamento seguro e não invasivo

Outro ponto importante observado pelos pesquisadores foi a segurança da terapia.

Durante o estudo:

Essas características reforçam o potencial da Fotobiomodulação Sistêmica como recurso complementar dentro da prática clínica.


O que essa pesquisa representa?

Os autores concluem que a Fotobiomodulação Sistêmica (ILIB) representa uma alternativa promissora para melhorar a qualidade do sono de forma não invasiva.

Apesar dos resultados positivos, destacam que novos estudos com acompanhamento de longo prazo e exames objetivos, como a polissonografia, ainda são necessários para aprofundar o conhecimento sobre seus mecanismos e ampliar as evidências científicas.


Ciência que fortalece a prática clínica

Na ECCO Fibras, acreditamos que inovação precisa caminhar junto com a ciência.

Este ensaio clínico randomizado reforça o potencial da Fotobiomodulação Sistêmica como uma ferramenta complementar para profissionais que buscam tratamentos baseados em evidências, ampliando as possibilidades terapêuticas para pacientes com alterações na qualidade do sono.


Referência científica

Sousa LP, Duran CGC, Mesquita-Ferrari RA, Fernandes KPS, Bussadori SK, Horliana ACT, et al. Intravascular Laser Irradiation of Blood (ILIB) on Sleep Quality Improvement: A Randomized Placebo-Controlled Clinical Trial. Journal of Sleep and Sleep Disorder Research. 2026;2(1):48–61.

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