A recuperação é uma das etapas mais importantes de qualquer cirurgia plástica. Além da cicatrização, é comum que o paciente enfrente sintomas como dor, edema, alterações circulatórias e limitação temporária das atividades.

Nesse cenário, recursos complementares que auxiliem no pós-operatório têm recebido cada vez mais atenção da comunidade científica. Um deles é a Fotobiomodulação Sistêmica por meio da técnica ILIB.

Recentemente, um estudo publicado na revista científica Lasers in Medical Science avaliou justamente o papel dessa tecnologia durante a recuperação de pacientes submetidos à cirurgia plástica.


O que é o ILIB?

ILIB é uma técnica de Fotobiomodulação Sistêmica em que um laser de baixa intensidade é aplicado sobre a região da artéria radial, localizada no punho.

A luz emitida pelo equipamento interage com o sangue que circula nessa região, promovendo efeitos sistêmicos já estudados em diferentes aplicações clínicas.

O procedimento é não invasivo, indolor e realizado em poucos minutos, podendo ser incorporado aos protocolos de recuperação conforme avaliação do profissional.


Como o estudo foi realizado?

Os pesquisadores acompanharam 44 pacientes submetidos à cirurgia plástica, divididos em quatro grupos.

Todos receberam acompanhamento durante 21 dias, sendo comparados pacientes que utilizaram o ILIB e pacientes que passaram pelo protocolo placebo.

Durante esse período foram avaliados diversos parâmetros relacionados ao pós-operatório, como:


Qual protocolo foi utilizado?

O estudo utilizou o equipamento ECCO ILIB, configurado com os seguintes parâmetros:

O tratamento teve início 24 horas ou 3 dias após a cirurgia, dependendo do grupo avaliado.


O que os pesquisadores observaram?

Os resultados mostraram diferenças importantes nos grupos que utilizaram o ILIB.

Entre os principais achados estão:

Melhora da oxigenação periférica

Pacientes tratados com ILIB apresentaram melhora significativa na saturação periférica de oxigênio, um parâmetro importante para o metabolismo e recuperação dos tecidos.

Redução da dor

A avaliação pela Escala McGill demonstrou redução mais acentuada da dor nos grupos que receberam a Fotobiomodulação Sistêmica.

Melhor resposta hemodinâmica

Também foram observadas respostas positivas relacionadas à frequência cardíaca e à pressão arterial durante o período de recuperação.


Quando iniciar o protocolo faz diferença?

Um dos pontos mais interessantes do estudo foi a comparação entre diferentes momentos de início da terapia.

Os pesquisadores observaram que os pacientes que iniciaram o ILIB apenas 24 horas após a cirurgia apresentaram resultados mais favoráveis, quando comparados aos que começaram três dias depois.

Esse dado reforça a importância do planejamento do pós-operatório e da integração precoce de recursos complementares quando indicados pelo profissional responsável.


O que esse estudo representa para a prática clínica?

Cada nova publicação científica amplia o conhecimento sobre as possibilidades da Fotobiomodulação Sistêmica.

Para profissionais que atuam com cirurgia plástica, fisioterapia dermatofuncional, reabilitação ou estética avançada, evidências como essa oferecem maior respaldo para avaliar a inclusão do ILIB como recurso complementar nos protocolos de recuperação.

Mais do que acompanhar a inovação, trata-se de incorporar tecnologias sustentadas por evidências científicas à prática clínica.


Ciência que apoia a prática clínica

Na ECCO Fibras, acreditamos que inovação deve caminhar lado a lado com pesquisa.

Por isso, acompanhamos e incentivamos estudos que ampliam o conhecimento sobre a Fotobiomodulação Sistêmica e suas diferentes aplicações clínicas.

Conhecer a ciência por trás da tecnologia é o primeiro passo para oferecer protocolos cada vez mais seguros, consistentes e baseados em evidências.


Referência científica

Meyer PF, Maia RR, Carreiro EM et al. Analysis of modified ILIB therapy in patients submitted to plastic surgery. Lasers in Medical Science. 2024;39:110.

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