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ATUAÇÃO DA FOTOTERAPIA NAS FASES DO REPARO TECIDUAL

O uso de dispositivo de Fotobiomodulação (Laser e LED) chama atenção por agir de maneira completa e global nos tratamentos em que seu uso é indicado.

A cicatrização e regeneração tecidual é um exemplo disso, já que podemos analisar o uso da fototerapia aplicado em todas as fases do tratamento, do início da lesão até seu fechamento total.

Após ressecção cirúrgica, ferimentos e diversos tipos de lesão ao tecido como úlceras e escaras, o corpo humano possui a habilidade de combater efeitos de microorganismos e agentes nocivos, substituir as células lesionadas e reparar o tecido danificado, chamamos esse processo de reparação tecidual: que pode ocorrer através de regeneração ou cicatrização

A regeneração se caracteriza pela restituição dos componentes teciduais idênticos àqueles removidos. Esse tipo de reparo só é possível em tecidos em que ainda possuem células com a capacidade de se proliferar ou tenham ainda células tronco.

A cicatrização é uma resposta fibroproliferativa que restaura as estruturas originais, porém envolve a deposição de colágeno e a formação da cicatriz. Os fatores que favorecem o processo de cicatrização são a extensão do dano celular, o tipo de tecido afetado e a intensidade da lesão da matriz extracelular.

Porém para que o processo final que é a regeneração ou cicatrização ocorra é necessário que o organismo passe pelas fases de reparo tecidual e a fototerapia faz com esse processo tenha a máxima resposta e eficiência.

Fases do Reparo Tecidual

Fase Inflamatória

Esta fase se inicia imediatamente após a lesão e é uma resposta positiva do nosso corpo, desta forma, a resposta inflamatória se inicia com vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, promovendo a quimiotaxia (migração de neutrófilos para a ferida).

Neutrófilos são as primeiras células a chegar à ferida e produzem radicais livres que auxiliam na destruição bacteriana e são gradativamente substituídos por macrófagos

Os macrófagos migram para a ferida e são as principais células antes dos fibroblastos migrarem e iniciarem a replicação. Têm papel fundamental no término do desbridamento iniciado pelos neutrófilos e sua maior contribuição é a secreção de citocinas e fatores de crescimento, além de contribuírem na angiogênese e síntese de matriz extracelular, fundamentais para a transição para a fase proliferativa.

A potencialização da produção de ATP que a fototerapia promove faz com que todos os processo celulares acima descritos sejam potencializados e acelerados, além do efeito da luz vermelha sobre a inflamação, fazendo com que a etapa de proliferativa seja iniciada mais rapidamente.

Fase proliferativa

A fase proliferativa é constituída por quatro etapas fundamentais: epitelização, angiogênese, formação de tecido de granulação e deposição de colágeno. A epitelização ocorre precocemente. Se a membrana basal estiver intacta, as células epiteliais migram em direção superior, e as camadas normais da epiderme são restauradas em três dias. Se a membrana basal for lesada, as células epiteliais das bordas da ferida começam a proliferar na tentativa de restabelecer a barreira protetora.

A angiogênese é estimulada pelo fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), e é caracterizada pela migração de células endoteliais e formação de capilares, essencial para a cicatrização adequada.

A parte final da fase proliferativa é a formação de tecido de granulação. Os fibroblastos e as células endoteliais são as principais células da fase proliferativa. Os fibroblastos dos tecidos vizinhos migram para a ferida, porém precisam ser ativados. O fator de crescimento mais importante na proliferação e ativação dos fibroblastos é o PDGF. Em seguida é liberado o TGF-β, que estimula os fibroblastos a produzirem colágeno tipo I e a transformarem-se em miofibroblastos, que promovem a contração da ferida.

A fototerapia tem respostas sobre aumento da produção de fatores de crescimento trazendo maior qualidade e eficiência no processo de proliferação, além de potencializar a angiogênese melhorando circulação e oxigenação da lesão.

Fase de maturação ou remodelamento

A característica mais importante desta fase é a deposição de colágeno de maneira organizada, por isso é a mais importante clinicamente. O colágeno produzido inicialmente é mais fino do que o colágeno presente na pele normal, e tem orientação paralela à pele.

Com o tempo, o colágeno inicial (colágeno tipo III) é reabsorvido e um colágeno mais espesso é produzido e organizado ao longo das linhas de tensão. Estas mudanças se refletem em aumento da força tênsil da ferida.

A reorganização da nova matriz é um processo primordial para o correto reparo e o uso da fototerapia equilibra esse processo de deposição trazendo a reparação tecidual mais eficaz no aspecto clínico e natural no aspecto estético.

O processo tem sucesso quando há equilíbrio entre a síntese da nova matriz e a lise da matriz antiga.

Por isso a importância do uso da Fotobiomodulação no processo de reparo, trazendo efeito de controle e aceleração da do processo de inflamação, potencializando e trazendo qualidade para proliferação e trabalhando para que processo final de maturação e remodelamento ocorra com perfeito equilíbrio.

Indicação de artigos https://www.scielo.br/pdf/abd/v85n6/v85n6a11.pdf

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-67202007000100010#:~:text=O%20processo%20de%20cicatriza%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9,da%20matriz%20extracelular%20dos%20tecidos

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