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dez 02

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LASERTERAPIA EM FERIDAS DE PÉ DIABÉTICO

O pé diabético é uma série de alterações anatomopatológicas e neurológicas periféricas que ocorrem nos pés de pessoas acometidas pelo diabetes mellitus. Essas alterações constituem-se de neuropatia diabética, problemas circulatórios, infecção e menor circulação sanguínea no local. Essas lesões geralmente apresentam contaminação por bactérias, e como o diabetes provoca uma retardação na cicatrização. O pé diabético ocorre pela ação destrutiva do excesso
de glicose no sangue. A nível vascular, causa endurecimento das paredes dos vasos, além de sua oclusão, o que faz a circulação diminuir, provocando isquemia e trombose.
Esta complicação normalmente decorre da falta de sensibilidade nos membros inferiores, junto à deficiente cicatrização, que faz com que pequenos ferimentos possam se tornar uma ulceração, evoluindo, quando não cuidado, para um processo de necrose e amputação.

Como diagnosticar o pé diabético?
O diagnóstico do pé diabético propriamente dito é feito principalmente pelos sintomas da neuropatia (diminuição da sensibilidade – hipoestesia ou a perda total da sensibilidade – anestesia), calosidades, alterações nas unhas, pela diminuição da circulação (micro e macrocirculação) com diminuição ou ausência dos pulsos arteriais distais (pulsos arteriais dos pés); esfriamento do pé (palidez ou arroxeamento do(s) dedo(s) ou do pé).

A restauração tissular requer fenômenos bioquímicos e fisiológicos de forma harmoniosa em eventos celulares e moleculares que interagem para que ocorra a repavimentação e a reconstituição tecidual, promovendo a cicatrização de feridas agudas e crônicas.

O Laser é, com certeza, um recurso que trás potencial efeito no processo de cicatrização, em especial a chamada escara de “Pé Diabético”.

Algumas razões para tratamento do Pé Diabético:

Promover função e qualidade de vida, Controlar infecção, Manutenção do “status de saúde”, Prevenir a amputação, dentre outras.

FERIDA DO PÉ

– Úlcera
– Atingem geralmente toda a espessura da derme
– Infecções sem ruptura da derme
– Crônica ou aguda
biologia da cicatrização da ferida

5 FASES DA CICATRIZAÇÃO DAS FERIDAS

– Fase 1 Coagulação
– A formação do colágeno serve para não apenas para coaptar as bordas das feridas mas também para cruzar a fibronectina, oferecendo uma matriz provisória, em que os fibroblastos, células endoteliais e queratinócitos possam ingressar na ferida.
– Fase 2 Inflamatória
– Fase 3 Proliferativa (Fechamento da lesão propriamente dito).
– Fase 4 Contração da Ferida
– Fase 5 Final ou de remodelação

Fatores que explicam a falha na cicatrização:

1. Anormalidade no processo inflamatório/ nas células – Toxicidade da hiperglicemia
2. Neuropatia periférica
1. Motora – mudança na estrutura do pé
2. Sensitiva – Integridade da pele, tônus vascular (Estado natural de elasticidade e resistência de um órgão ou tecido) termoregulação (TEMPERATURA).
3. Doença vascular/ hipóxia tecidual (FALTA DE OXIGÊNIO)

Com efeito, a ação terapêutica da energia laser de baixa intensidade (LBI) varia de acordo com os mediadores. Assim, Silveira; Lopes (1983) determinaram que a ação da irradiação a laser promove um aumento significativo de mastócitos em degranulação, aumentando a quantidade de histamina, o que provoca alterações circulatórias locais, representadas basicamente por vaso-dilatação e aumento de permeabilidade vascular, fatos estes muitas vezes desejáveis
como medida terapêutica em numerosas condições clínicas.

A terapia por laser de baixa intensidade (TLBI), em relação às prostaglandinas, pode agir como antiinflamatório, inibindo e bloqueando a ação do enzima ciclo-oxigenase sobre o ácido araquidônico.

– O uso do Laser como estímulo ao trofismo celular
Com o aumento da produção de ATP, causada pela aplicação da energia laser de baixa intensidade, a velocidade de mitose é aumentada. Este fato leva a concluir que o LBI aumenta os processos de reparação tecidual; isto é devido ao estímulo na capacidade de cicatrização do tecido conjuntivo assim como à neoformação de vasos, a partir dos já existentes. Ambos os fatores contribuem para reparar perdas de substâncias, sobretudo úlceras de diversas origens, como a ulceração de Pé Diabéticos.

– Estímulo a microcirculação
Como já vimos uma das causas da difícil cicatrização das feridas de Pé Diabético é a hipóxia tecidual. No sistema circulatório, as artérias se dividem e diminuem progressivamente de calibre até que, posteriormente as arteríolas se abre a rede capilar, com abertura e fechamento comandados pela atuação de um músculo chamado esfíncter pré-capilar. Em circunstâncias normais funciona de forma periódica, ativando ou cessando o funcionamento das diferentes regiões.

Parece que a radiação laser tem uma ação indireta sobre o esfíncter pré-capilar, através de mediadores químicos, paralisando-o e produzindo sua abertura constante e, por tanto, um estímulo à micro-circulação. Admite-se que um dos intermediários, não o único, é a liberação de histamina. O fato é que a dilatação produzida é persistente e pode manifestar-se a maior ou menor distância, segundo a potência da radiação.
O LBI não produz efeito calórico. Portanto, se houver aumento de temperatura no local de aplicação da energia laser, deve-se ao aumento do metabolismo celular e da vasodilatação provocada na região. A terapia a laser de baixa intensidade é um recurso acalórico, não proporcionando, aparentemente, a dilatação das artérias nem o aumento da permeabilidade de vênulas, como ocorre na administração do calor.

Como prevenir:

Educação
Calçados especiais (Deformidades ósseas)
Consulta regular
Tratamento das patologias não ulcerativas
Desbridamento regular de calos
Intervenção cirúrgica (Deformidades ósseas)

Dra. Patrícia Victória Maia – Nutricionista e Podóloga
Elaine Cristina Chantal, Podóloga, Curso de atuação e atendimento Pé Diabético e Laserterapia

PÉ-DIA

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